terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Percorrendo o CENTRO HISTÓRICO - VIII


Já a noite havia caído quando terminamos a visita à renovada Igreja dos Clérigos. Nada mais haveria para visitar nesse dia.
Decidimos portanto iniciar um novo percurso num local adjacente aquele em que tínhamos ficado. O imponente edifício da Antiga Cadeia de Relação do Porto.

O que valerá a pena dizer sobre o edifício neste breve resumo é que a sua construção se iniciou em 1765 e teria terminado em 1796. Algumas figuras ilustres da sociedade da época por lá estiveram detidas, a saber, Camilo Castelo Branco e a sua paixão Ana Plácido bem como o Célebre Zé do Telhado.

Actualmente encontra-se lá instalado o Centro Português de Fotografia. Este organismo promove com regularidade cursos de fotografia nas suas várias vertentes, exposições de figuras de renome bem como é detentor de um fantástico espólio visitável no Museu da Fotografia instalado no seu interior. 

Na bela fachada norte podemos apreciar a Fonte do Olival que nos lembra a célebre Porta do mesmo nome que aqui se encontrava inserida na muralha da cidade.

Edifício da antiga cadeia da relação

Fonte da Porta do Olival

O destino será agora atingir os vestígios da muralha Fernandina que ainda podem ser apreciados junto a Miragaia. Pelo caminho observaremos mais alguns elementos que estão integrados no chanmado Centro Histórico.
Igreja de S. José das Taipas

Arquitecturas da época medieval

Casa onde nasceu Almeida Garrett

Antigo Clube dos Ingleses

Fontanário das Taipas

Casa dos Vilar de Perdizes

Casa dos Leites Pereiras

Brasão dos Leites Pereiras

Palácio de S. João Novo. Este palácio funcionou como hospital das tropas liberais e muito recentemente aqui esteve instalado o Museu de Etnografia e História. O largo onde se situa está prácticamente encostado ao que resta das muralhas, que se viriam a fechar com as restantes troços, ao longo do rio até à ponte Luiz I

Escadas do Caminho Novo
Quase paredes meias com Miragaia aqui podemos observar o que resta da muralha.

Por aqui ficamos hoje. A caminhada foi longa e muito mais haverá para vos mostrar.



sábado, 20 de dezembro de 2014

Percorrendo o CENTRO HISTÓRICO - VII


A nossa caminhada pelo Centro Histórico havia sido interrompida junto à Torre dos Clérigos. 
Passou uma semana e voltamos desta feita aos Clérigos com a finalidade de apreciar as obras que tinham sido efectuadas. 
Decidimos chegar ao anoitecer motivados pelo anúncio que referia a beleza das iluminações que lá haviam sido colocadas.
Lamentavelmente saíram goradas as nossas espectativas. Para além de alguns focos coloridos voltados para o alçado norte da igreja nada mais existia que chamasse a nossa atenção.

Decidimos então entrar na nave da igreja e é sobre a nave que coloco aqui algumas fotos  para que possam avaliar o resultado da sua reabilitação. 

Iluminação do alçado norte

Perspectiva da nave e do topo de altar-mor

Perspectiva da cúpula central

Perspectivas das cúpulas do altar-mor e do coro

Altar-mor podendo observar-se os tubos dos dois magníficos orgãos 

O orgão à esquerda do Altar

O orgão à direita do Altar


Á saída da igreja o trânsito bloqueava a rua dos Clérigos e as luzes natalícias ombreavam sem vergonha, com as luzes da igreja.

Continuaremos brevemente com esta caminhada através do Centro Histórico da cidade. 

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

" A ÂNCORA "


Deambulava eu junto à margem do rio, olhando o nível da água que havia baixado de forma pouco usual quando o meu olhar fixou algo algo estranho na paisagem.
Ali estava ela, quase invisível como que abraçada aos rochedos e às pedras não raras vezes totalmente submersas, atapetando o fundo do leito do rio.
Dir-se-ia que lutou denodadamente para não ser levada Barra fora quando o seu barco, ou navio, desgarrado pela força da corrente se teria desmembrado em pedaços sendo arrastado para o mar.


Olhá-la despertou a minha imaginação e dei comigo a pensar! Quantas viagens teria vivido? Quantas Borrascas e Tempestades teria vencido, Paraísos visitado e sofrimento de velhos Lobos do Mar acompanhado? A imaginação é fértil e o local favorece. 
Para admirá-la basta caminhar ao longo da margem direita do Douro em direcção à foz, encontrar o heliporto de Massarelos e bem próximo o local onde habitualmente andam recolhendo isco para a pesca. 



Ela ali está. Coberta de limo e lodo, resistindo a cheias, correntes e marés,  querendo talvez atestar que também foi aqui, nesta cidade do Porto e perto deste local ( cais do Ouro ) que se construíram parte das Naus e se formaram marinheiros que muito ilustraram a nossa história.








sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Percorrendo o CENTRO HISTÓRICO - VI


Hoje é um dia histórico para a cidade do Porto. Terminadas que foram as obras de reabilitação e modernização do complexo arquitectónico IGREJA/Torre dos Clérigos, procedeu-se pelas 18 horas de hoje à inauguração da iluminação e das instalações com "pompa e circunstância".
Várias cerimónias que incluem música, actividades várias e visitas gratuitas fazem a festa. Só o tempo parece não querer colaborar.

Perante o que atrás está expresso decidi alterar o percurso que tinha delineado e sair de S. Bento em direcção aos Clérigos. De caminho vou passar pela Estátua Equestre de D. Pedro IV e pela curiosa igreja de Nª Sª da Silva integradas também no considerado Património Mundial.


Estátua Equestre de D. Pedro IV da autoria do escultor Célestin Anatole Calmels inaugurada em 19 de Outubro de 1866.  encontra-se na Praça da Liberdade e mostra o rei segurando o documento representativo da Carta Constitucional de 1826. Na base do monumento, dois baixos relevos representam o desembarque em Mindelo e a entrega do coração de D. Pedro à cidade do Porto.

Capela de N.ª S.ª da Silva

Neste edifício, rua dos Caldeireiros 102, funciona desde o Séc. XV a confraria de Nª. Sª. da Silva. A capela com o oratório encontram-se no 1º andar onde se podem admirar imagens de Nª. Sª: da Silva, S. João Baptista e S. Baldomero.Junto à capela existia uma albergaria e todo o conjunto era à época administrado pelos Ferreiros, Caldeireiros e Azoleiros da cidade


Chegamos finalmente ao destino de hoje. Famosa pela pela sua Torre e não só a Igreja dos Clérigos é um edifício de traço Barroco cuja fachada e torre foram projectadas pelo arquitecto Italiano Nicolau Nasoni


A Igreja foi aberta ao culto ainda em fase de acabamento (1748). Depois de várias intervenções para alterar e remodelar o projecto inicial. Foi dada como integralmente concluída em 1779


Perspectiva nocturna do belo conjunto arquitectónico.


Sabe-se desde sempre que o famoso arquitecto Nasoni, aquando da sua morte foi sepultado no interior da Igreja sem nunca se ter conseguido apurar o local exacto. Durante estas recentes obras de restauro um levantamento acidental do soalho, revelou uma cripta desconhecida onde foram encontradas cerca de 11 ossadas. Prevendo-se que uma delas possa ser de Nasoni, serão agora efectuados exames arqueológicos rigorosos no sentido de desvendar mais um dos segredos da rica história da cidade.


A TORRE é considerada por muitos como o ex-libris da cidade. O projecto de Nicolau Nasoni foi construído entre 1754 e 1763 comportando 6 andares, 75 metros de altura e escada em espiral com 240 degraus. As obras de reabilitação hoje inauguradas facultam ao conjunto um museu, um centro interpretativo moderníssimo, elevador e acessos preparados para deficientes. 
Para o resultado de tudo isto vai o nosso APLAUSO com um convite a todos para uma visita.

Fica aqui mais uma vez o meu Até Breve



terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Percorrendo o CENTRO HISTÓRICO - V


Nesta caminhada pela nossa cidade e depois dum hiato a fim de comemorar a elevação do Centro Histórico a património mundial, vou retomar o trajecto no local onde havia ficado, Capela dos Alfaiates.
Seguindo em direcção à praça da Batalha encontramos de imediato o Teatro Nacional de S. João.

Construído em 1794 por determinação de Francisco de Almada e Mendonça, foi inaugurado em 1798 para assinalar o aniversário do príncipe D. João, futuro D. João VI. Destruído por grande incêndio em 1908 é recuperado em 1911 sob o traço do Arquitecto Marques da Silva.. Inaugurado em 7 de Março de 1920 passa para as mãos de estado em 1992 sendo declarado monumento nacional em 2012.
Teatro Nacional S. João

Também na praça da Batalha encontraremos a imponente Igreja de Santo Ildefonso cujo actual edifício começa a edificar-se em 1709 e termina em 1730 sem as Torres Sineiras. Estas viriam mais tarde a ser construídas. 11.000 azulejos da autoria dre Jorge Colaço (1931) revestem a frontaria e os lados das Torres Sineiras.
Igreja de Sto.. Ildefonso

Detalhes das Torres Sineiras da Igreja de Sto. Ildefonso

Descendo a rua de 31 de Janeiro vamos ao encontro da Estação Ferroviária de S. Bento.
Foi edificada no início do Séc. XX no local exacto onde existiu o Convento de S. Bento da Avé-Maria sob projecto do arquitecto Marques da Silva.
20.000 azulejos do pintor Jorge Colaço revestem o belo átrio, ilustrando a evolução dos transportes e tanbém cenas da história e da vida rural, portuguesas.
Vista Geral da Estação de S. Bento

Painel de Azulejo representando Egas Moniz e família perante o rei de Castela

Uma cena da história de Portugal

Perspectiva do belo e único átrio da Estação

Perspectiva da gare de passageiros

Aqui nos quedaremos por hoje pois que a caminhada será bem longa e é preciso descansar. Até breve.


sábado, 6 de dezembro de 2014

Percorrendo o CENTRO HISTÓRICO - IV


" Comemora-se hoje o 18 aniversário da classificação do CENTRO HISTÓRICO do PORTO como PATRIMÓNIO MUNDIAL "

Assim sendo aqui vos deixo algumas fotos sobre este local único do nosso país.

Elevador da Ribeira

Largo do Terreiro

Rua dos Pelames

Casa Nº 4 da rua de S. Miguel

Solar dos Leite Pereira

Arco das Verdades

Adega do Olho

Casa do Infante

Casa do Despacho

Escadas do Barredo

Postigo do Carvão

Rua de Baixo

Largo do Terreirinho

Panorâmica do Centro histórico

Espero não vos ter defraudado com esta série de fotos. O Porto merece.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Percorrendo o CENTRO HISTÓRICO - III



Deixando para trás a Ponte Luiz I e as belas paisagens que dali se desfrutam, avançamos pela rua Saraiva de Carvalho para, ao fundo do largo 1º de dezembro visitarmos a Igreja e Convento de Santa Clara.

O acesso à Igreja e ao Convento faz-se através deste belo portal gótico.

Ao fundo, à direita o portal de acesso ao convento.

Em estilo renascentista este belo portal dá acesso à igreja de arquitectura gótica (Séc. XV) e em cujo interior podemos admirar o melhor exemplo de talha dourada do Barroco Joanino, executado no Século XVIII.

Ao fundo, à esquerda do átrio da igreja, encontramos uma passagem com acesso a um jardim e a uma escada que nos leva junto às ameias da muralha. Aqui poderemos admirar o rio, as suas margens e as pontes.

Porta de acesso a uma das torres da muralha.

Oposto a este conjunto encontra-se o Palácio dos Condes de Azevedo. Um belo edifício que se encontrava em estado avançado de degradação e neste momento está a ser requalificado para efeitos de habitação.

Alguns metros adiante, junto à antiga Porta do Sol encontramos aquele que talvez seja o troço mais completo do que resta da Muralha Fernandina dada como concluída em 1370. Fernandina de nome por ter sido terminada no Reinado de D. Fernando, embora a sua construção se tenha iniciado ainda no reinado de D. Afonso IV (Séc. XIV).
Terminamos esta página apresentado a imagem da Capela dos Alfaiates também chamada Capela de Nª Sª de Agosto. Existíu inicialmente em frente da Sé Catedral tendo sido posteriormente demolida e recontruída no Gaveto da Rua do Sol e Rua de S. Luís onde se encontra. Até breve.