sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Percorrendo o CENTRO HISTÓRICO - VI


Hoje é um dia histórico para a cidade do Porto. Terminadas que foram as obras de reabilitação e modernização do complexo arquitectónico IGREJA/Torre dos Clérigos, procedeu-se pelas 18 horas de hoje à inauguração da iluminação e das instalações com "pompa e circunstância".
Várias cerimónias que incluem música, actividades várias e visitas gratuitas fazem a festa. Só o tempo parece não querer colaborar.

Perante o que atrás está expresso decidi alterar o percurso que tinha delineado e sair de S. Bento em direcção aos Clérigos. De caminho vou passar pela Estátua Equestre de D. Pedro IV e pela curiosa igreja de Nª Sª da Silva integradas também no considerado Património Mundial.


Estátua Equestre de D. Pedro IV da autoria do escultor Célestin Anatole Calmels inaugurada em 19 de Outubro de 1866.  encontra-se na Praça da Liberdade e mostra o rei segurando o documento representativo da Carta Constitucional de 1826. Na base do monumento, dois baixos relevos representam o desembarque em Mindelo e a entrega do coração de D. Pedro à cidade do Porto.

Capela de N.ª S.ª da Silva

Neste edifício, rua dos Caldeireiros 102, funciona desde o Séc. XV a confraria de Nª. Sª. da Silva. A capela com o oratório encontram-se no 1º andar onde se podem admirar imagens de Nª. Sª: da Silva, S. João Baptista e S. Baldomero.Junto à capela existia uma albergaria e todo o conjunto era à época administrado pelos Ferreiros, Caldeireiros e Azoleiros da cidade


Chegamos finalmente ao destino de hoje. Famosa pela pela sua Torre e não só a Igreja dos Clérigos é um edifício de traço Barroco cuja fachada e torre foram projectadas pelo arquitecto Italiano Nicolau Nasoni


A Igreja foi aberta ao culto ainda em fase de acabamento (1748). Depois de várias intervenções para alterar e remodelar o projecto inicial. Foi dada como integralmente concluída em 1779


Perspectiva nocturna do belo conjunto arquitectónico.


Sabe-se desde sempre que o famoso arquitecto Nasoni, aquando da sua morte foi sepultado no interior da Igreja sem nunca se ter conseguido apurar o local exacto. Durante estas recentes obras de restauro um levantamento acidental do soalho, revelou uma cripta desconhecida onde foram encontradas cerca de 11 ossadas. Prevendo-se que uma delas possa ser de Nasoni, serão agora efectuados exames arqueológicos rigorosos no sentido de desvendar mais um dos segredos da rica história da cidade.


A TORRE é considerada por muitos como o ex-libris da cidade. O projecto de Nicolau Nasoni foi construído entre 1754 e 1763 comportando 6 andares, 75 metros de altura e escada em espiral com 240 degraus. As obras de reabilitação hoje inauguradas facultam ao conjunto um museu, um centro interpretativo moderníssimo, elevador e acessos preparados para deficientes. 
Para o resultado de tudo isto vai o nosso APLAUSO com um convite a todos para uma visita.

Fica aqui mais uma vez o meu Até Breve



terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Percorrendo o CENTRO HISTÓRICO - V


Nesta caminhada pela nossa cidade e depois dum hiato a fim de comemorar a elevação do Centro Histórico a património mundial, vou retomar o trajecto no local onde havia ficado, Capela dos Alfaiates.
Seguindo em direcção à praça da Batalha encontramos de imediato o Teatro Nacional de S. João.

Construído em 1794 por determinação de Francisco de Almada e Mendonça, foi inaugurado em 1798 para assinalar o aniversário do príncipe D. João, futuro D. João VI. Destruído por grande incêndio em 1908 é recuperado em 1911 sob o traço do Arquitecto Marques da Silva.. Inaugurado em 7 de Março de 1920 passa para as mãos de estado em 1992 sendo declarado monumento nacional em 2012.
Teatro Nacional S. João

Também na praça da Batalha encontraremos a imponente Igreja de Santo Ildefonso cujo actual edifício começa a edificar-se em 1709 e termina em 1730 sem as Torres Sineiras. Estas viriam mais tarde a ser construídas. 11.000 azulejos da autoria dre Jorge Colaço (1931) revestem a frontaria e os lados das Torres Sineiras.
Igreja de Sto.. Ildefonso

Detalhes das Torres Sineiras da Igreja de Sto. Ildefonso

Descendo a rua de 31 de Janeiro vamos ao encontro da Estação Ferroviária de S. Bento.
Foi edificada no início do Séc. XX no local exacto onde existiu o Convento de S. Bento da Avé-Maria sob projecto do arquitecto Marques da Silva.
20.000 azulejos do pintor Jorge Colaço revestem o belo átrio, ilustrando a evolução dos transportes e tanbém cenas da história e da vida rural, portuguesas.
Vista Geral da Estação de S. Bento

Painel de Azulejo representando Egas Moniz e família perante o rei de Castela

Uma cena da história de Portugal

Perspectiva do belo e único átrio da Estação

Perspectiva da gare de passageiros

Aqui nos quedaremos por hoje pois que a caminhada será bem longa e é preciso descansar. Até breve.


sábado, 6 de dezembro de 2014

Percorrendo o CENTRO HISTÓRICO - IV


" Comemora-se hoje o 18 aniversário da classificação do CENTRO HISTÓRICO do PORTO como PATRIMÓNIO MUNDIAL "

Assim sendo aqui vos deixo algumas fotos sobre este local único do nosso país.

Elevador da Ribeira

Largo do Terreiro

Rua dos Pelames

Casa Nº 4 da rua de S. Miguel

Solar dos Leite Pereira

Arco das Verdades

Adega do Olho

Casa do Infante

Casa do Despacho

Escadas do Barredo

Postigo do Carvão

Rua de Baixo

Largo do Terreirinho

Panorâmica do Centro histórico

Espero não vos ter defraudado com esta série de fotos. O Porto merece.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Percorrendo o CENTRO HISTÓRICO - III



Deixando para trás a Ponte Luiz I e as belas paisagens que dali se desfrutam, avançamos pela rua Saraiva de Carvalho para, ao fundo do largo 1º de dezembro visitarmos a Igreja e Convento de Santa Clara.

O acesso à Igreja e ao Convento faz-se através deste belo portal gótico.

Ao fundo, à direita o portal de acesso ao convento.

Em estilo renascentista este belo portal dá acesso à igreja de arquitectura gótica (Séc. XV) e em cujo interior podemos admirar o melhor exemplo de talha dourada do Barroco Joanino, executado no Século XVIII.

Ao fundo, à esquerda do átrio da igreja, encontramos uma passagem com acesso a um jardim e a uma escada que nos leva junto às ameias da muralha. Aqui poderemos admirar o rio, as suas margens e as pontes.

Porta de acesso a uma das torres da muralha.

Oposto a este conjunto encontra-se o Palácio dos Condes de Azevedo. Um belo edifício que se encontrava em estado avançado de degradação e neste momento está a ser requalificado para efeitos de habitação.

Alguns metros adiante, junto à antiga Porta do Sol encontramos aquele que talvez seja o troço mais completo do que resta da Muralha Fernandina dada como concluída em 1370. Fernandina de nome por ter sido terminada no Reinado de D. Fernando, embora a sua construção se tenha iniciado ainda no reinado de D. Afonso IV (Séc. XIV).
Terminamos esta página apresentado a imagem da Capela dos Alfaiates também chamada Capela de Nª Sª de Agosto. Existíu inicialmente em frente da Sé Catedral tendo sido posteriormente demolida e recontruída no Gaveto da Rua do Sol e Rua de S. Luís onde se encontra. Até breve.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

A caminho da Ponte LUIZ I


Descendo a Calçada de Vandôma para aceder à Ponte LUIZ I deparamos ao dobrar a esquina com     alguns metros do que resta da muralha Fernandina. É possível sem dificuldade verificar que este troço de muralha se encontra assente numa outra de características menos elaboradas. São vestígios     remanescentes da cerca Sueva construída por este povo durante a ocupação do local.
Arqueossítio da Rua D. Hugo Nº 5
A casa original era de estilo gótico. Quando da sua destruição foram detectados a mais de 3 metros de profundidade vinte camadas arqueológicas, ruínas arquitectónicasdesde os Séculos IV - III A.C.
Detectaram-se aqui pela primeira vez vestígios do Crasto proto-histórico que esteve na origem do centro urbano bem como das ocupações romana e medieval

Sobre a escarpa do rio Douro esta torre da muralha é a mais divulgada e fotografada

De segunda a sexta feira o acesso à muralha é livre podendo atingir-se a torre sobre o rio. 

                                                      
O acesso a esta parte de muralha faz-se através  do Largo 1º de Dezembro, pelo arco de acesso à                                                                           Igreja de santa clara
Finalmente chegados à Ponte LUIZ I que merecidamente está integrada no Centro Histórico do Porto,  Património Mundial da Humanidade.

                                     
O mosteiro da Serra do Pilar em Vila Nova de Gaia domina a escarpa oposta à cidade do Porto. Foi também integrado no Centro Histórico da Cidade devido ao importante papel desempenhado ao longo dos séculos nos vários conflitos ocorridos na região.

Magnífica a forma harmoniosa como a Ponte e o Mosteiro se conjugam na paisagem.

Hoje por aqui me fico. Fiquem atentos aos novos capítulos.

domingo, 30 de novembro de 2014

Percorrendo o CENTRO HISTÓRICO - II


                As imagens que se seguem referem-se à área confinada entre as muralhas Fernandinas.

 Foi esta a área considerada PATRIMÓNIO MUNDIAL DA HUMANIDADE, que inclui também a Ponte Luis I e o Mosteiro da Serra do Pilar em Vila Nova de Gaia.

A imagem já tem um cheirinho a Natal. É o morro da Penaventosa ligado ao início da CIVIDADE

Sé Catedral. Construída no Séc. XII por ordem de D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques. As escadas. na imagem, são chamadas de escadas da raínha. Diz a lenda que D. Teresa as teria mandado construír para poder visitar diáriamente o andamento das obras.

Situado no Terreiro da Sé, o belo Paço Episcopal apresenta a traça de Nicolau Nasoni mas parece ser seguro que o célebre arquitecto nada teve a ver com esta obra. 

Átrio da escadaria do Paço Episcopal

Um belo detalhe do tecto e clarabóia do Paço Episcopal

Fonte da Calçada de Vandôma.

E hoje dou por terminada a viagem. Muita coisa haverá para ver e descobrir. Haja tempo e vontade para tal. Eu cá voltarei em breve para continuar este caminho.